E tu me vieste como vento
tempestade acinzentando o céu
e as tristes crianças correndo pra dentro de casa acoadas com os trovões.
Tu me vieste como vento,
ventania seca, afiada navalha levantando o pó
- insubstância.
Tu sequer chegaste como brisa
não acalentou meu rosto
sem calafrios, sem som.
Tu foste o vento que arranca raízes,
gado morto no pasto e roupa rasgada no varal.
Tu, carnificina eólica.
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