Arquivos para 'Jornalismo meia-boca'Categoria

Por um mundo(jornalístico) melhor

dezembro 10, 2008

Sabe, fazer jornalismo musical é uma coisa bem fácil.

Você pega uns releases na internet, escuta umas músicas no myspace, consegue umas fotos no google images e ai acaba se passando por um grande entendedor de música, o que na realidade você não é. O fato desse blog não ter mais matérias-musicais, acontece pura e simplesmente porque sou preguiçosa a ponto de não ter o trabalho nem de reformular os textos da Rolling Stone online. Pouco ético, mas verdadeiro. A vida é uma coisa meio falcatrua em sua totalidade.

Na verdade é muito fácil fazer jornalismo em geral. Pelo menos na minha mente é supersimples. Você tem informações, uma ordem hierárquica chatíssima, e só precisa colar tudo com a cola-do-textinho-bem-escrito.  E escrever é tão fácil. Esse post é para falar sobre isso na realidade.

Escrever é muito fácil. Para mim é inconcebível gente que não saiba escrever. Não sei se é porque sempre andei com esse pessoalzinho das “humanas”, mas eu lembro que até meus amigos engenheiros escreviam bem. Claro que eu não vou colocar em cheque o que é ou não é escrever BEM assim, em letras maiúsculas. Isso porque tem gente que tem aqueles blogs infindavelmente chatos e deprimidos, cheios de detalhes irritantes sobre suas vidas pseudo-suicidas até que bem escritinhos, entende?

Não que eu seja sei lá, a melhor redatora da atualidade, mas por favor. Tem gente que não consegue nem organizar as idéias em uma ordem lógica sabe. Pensar que talvez faça mais sentido falar sobre o começo da história antes do fim… Quem sabe até colocar alguma coisa no meio para dar ligação. O que eu quero dizer, é que tem muita gente por ai ganhando a vida (as vezes até escrevendo!) que simplesmente terminaria esse texto assim ó:

.

O fantástico cinema fantástico

outubro 22, 2007

Com o aumento de público nos filmes fantásticos, Porto Alegre destaca-se ao apresentar o terceiro Festival de Cinema Fantástico da capital.

O cinema fantástico vive seu grande momento. Uma diversidade de títulos faz salas de cinema ao redor do mundo lotarem de jovens e adultos. No Brasil não poderia ser diferente. O público de todas as idades se reúne em busca de sagas de terror, ficção científica e fantasia. De Transformers até Clã das Adagas Voadoras, é possível encontrar um amplo leque de opções para os apreciadores do cinema fantástico.
 
O gênero fantástico abrange três das principais vertentes cinematográficas: a fantasia, a ficção-científica e o horror.  Sendo assim, ao contrário do que muitos pensam, não é um gênero que vive à margem do cinema tradicional. Uma parte considerável dos filmes em cartaz na capital hoje, segue a linha fantástica.
 
A temática do fantástico renova-se constantemente. Histórias em quadrinho viram superproduções nas telas de cinema, e o terror parece nunca sair de moda. Uma nova safra, representada pelo horror asiático, e por diretores como Alexandre Aja, Alex de La Iglesia e Rob Zombie ganham prêmios e destaque na nova forma de se fazer cinema para assustar.
 
Festivais europeus como o organizado pela associação Melies, reúnem nove grandes eventos oficiais de cinema fantástico por toda a Europa. Estes nove festivais principais são apoiados por outros 14 festivais menores, tendo como representante de peso o Fantasporto em Portugal que no ano de 2007 exibiu 140 filmes fantásticos.

Mas não é só na Europa que festivais apóiam e divulgam o cinema fantástico. Em Porto Alegre, entre os dias 28 de setembro e sete de outubro ocorreu o III Fantaspoa, o Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre. Idealizado por um grupo de amigos durante uma viagem a Montevidéu em 2005, o festival cresceu e conquistou público.
 
O Fantaspoa é uma realização do Clube de Cinema de Porto Alegre. O Clube é uma instituição de 59 anos de idade que realiza sessões de cinema aos finais de semana, na capital. As sessões ocorrem na maioria das salas de cinema de Porto Alegre. O Clube de Cinema também apóia diversos festivais da cidade, além de promover por três anos o Festival de Cinema Fantástico. Este ano, o festival teve a direção de André Kleinert, João Pedro Fleck e Nicolas Tonsho, os dois primeiros, fundadores oficiais do evento.
 
A primeira edição do Fantaspoa começou pequena, com público de 900 pessoas. De lá para cá algumas modificações estruturais foram feitas. De seis dias de duração, o festival passou para dez dias. Hoje, na terceira edição, 2100 fãs de cinema fantástico marcaram presença. João Pedro acredita que o aumento de público se deve ao planejamento cuidadoso que a edição deste ano recebeu. “Tudo foi muito bem planejado pra que acontecesse dessa maneira”, conta Fleck, e afirma que “de 2007 para 2008 será diferente, se o público continuar aumentando aí sim é que iremos perceber a grandiosidade do festival”.
 
Neste ano, o festival contou com o apoio da Cinemateca Paulo Amorim,  Sala de Cinema P.F. Gastal e com o Cine Santander Cultural. A programação foi a mais diversificada das três edições, trazendo ao público desde obras clássicas datadas do ano 10 do século passado até as mais novas produções do cinema fantástico mundial.

Nas telas podia-se ver desde clássicos do cinema fantástico da década de 30 até chineses com asas (Bird People in China, do diretor Takashi Miike) e Elvis Presley e JFK ainda vivos em um asilo (Bubba Ho-Tep, do diretor Don Coscarelli). Do Além, produção oitentista com imagens fantásticas dirigida por Stuart Gordon, e Lunacy, de Jan Svankmajer, filme que aborda a loucura de forma não convencional, também estavam em cartaz mostrando a diversidade de gêneros do festival.
 
Mas trazer títulos tão diferentes exige da organização do evento muito trabalho. João Pedro Fleck afirma que é “uma coisa meio complicada”. Nicolas Tasho explica: “Nós estudamos cuidadosamente quais filmes poderiam ser exibidos para atrair o maior público possível”.
 
A terceira edição do Festival de Cinema Fantástico da capital também trouxe cursos e debates abertos ao público. Ao término das sessões era possível debater com jornalistas, escritores e cineastas o conteúdo recém assistido nas telonas. Tirar dúvidas e conhecer melhor o trabalho dos diretores, uma troca que possibilitou aos fãs do terror e da ficção-científica aprender na sala de cinema.
 
O cinema fantástico atinge a todos. Seja para aqueles que assistem X-Men III ou aqueles que preferem A Volta dos Mortos Vivos, iniciativas como a destes rapazes em promover um festival que valorize e divulgue o cinema fantástico é um novo estímulo. Porto Alegre é desde 2005, referência na divulgação deste universo que ronda os filmes de fantasia, ficção-científica e horror, através do Fantaspoa. O que fica desta terceira edição do festival, além dos sustos, é o estímulo para que novas gerações se interessem por esta vertente do cinema que fascina a todos com seus monstros e zombies.

foto de _tigermilk em 04/10/07

A história do John.

outubro 11, 2007

25 de janeiro de 2008. Esta é a data prevista para o lançamento do novo filme do John. Assim, pelo primeiro nome mesmo, porque agora ficamos íntimos. Depois de tanto tempo, já era hora desse boina-verde nada articulado dar uma abertura. John Rambo, o quarto e definitivo filme da série protagonizada por Silvester Stallone, estréia início do ano que vem em telas americanas. A temporada é ruim, eu sei. Estrear no inverno significa que o filme não tem colhões para concorrer com as superestréias do verão. Mas colhões é algo que todos nós sabemos, não deve faltar ao exterminador de soviéticos mais conhecido do cinema mundial.Depois de por um ponto final na vida do Rocky (o boxeador pelo qual sou perdidamente apaixonada, admito minha cruz. Eu simplesmente adoro o Stallone em Rocky I e II) chegou a vez do John Rambo pendurar os coturnos.

No filme, 18 anos depois de ir pro Afeganistão quebrar um galho, o Rambo ficou tranquilaço e adotou uma vidinha pacata em Bangkok. Daí são as primeiras cenas do trailer. Um Stallone monstruosamente grande – e gordinho, afinal a idade literalmente pesa – dá uma de taxidriver de canoinhas pra turistas malas. É assim que ele acaba conhecendo mais um desses americanos que quer MUITO salvar o mundo (leia-se missionário de direitos humanos) que lhe pede ajuda. Voluntários que levam suprimentos para Mianmar estão desaparecendo e apenas JOHN RAMBO poderá salvá-los.

Aí que começa uma luta básica do Rambo contra: 1- os seqüestradores. 2- os ladrões de suprimentos. E por último, mas não menos clichê, 3- o corrupto exército desse país atrasado. Mas não é o Rambo que resolve tudo não. As vezes um grupo de jovens anarco-revolucionário e acima de tudo mercenário faz umas pontas e mata umas pessoas más.

Por mais que o John Rambo não queira se meter nessa coisa de salvar as pessoas e tal, afinal três filmes calejam um personagem, o ex-milico acaba aceitando e aí que começa a carnificina. A julgar pela quantidade de sangue no trailer, John Rambo vai ser um dos filmes mais pesados da série. Pesado daquele jeito, tendendo a um absurdo que nos diverte. A ação começa com uma formidável decapitação no minuto 2:06. Logo é seguida por muitos tiros, explosões, sangue, e culmina com o Rambo arrancando com as próprias mãos a traquéia de um pobre coitado nem tão coitado assim. Aí temos mais corridas, cães, mais tiros, a mocinha do filme é claro (é a Julie Benz. Essa mesmo que tentou ser a Buffy-caça-vampiros e não conseguiu. Ainda bem né, fãs de Buffy!) e um dos finais de trailer com uma das frases mais fantásticas que eu já ouvi.Silvester Stallone é referencia. Sua interpretação é única. Nenhum outro seria um Rambo tão bom. Seja pela falta de articulação característica, seja pelos olhos caídos que só o Stallone tem, seja pelo jeito único que ele amarra a faixa na cabeça antes de atirar e matar 50 pessoas, nenhum outro ator seria a metade do Rambo que Stallone foi. John Rambo pode até estrear na baixa temporada do cinema americano, mas nada vai impedir de encerrar com fuzil de ouro a saga do militar mais foda da história. Rambo, vamos sentir saudades.

TRAILER AQUI

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.